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The Handbook of Blended LearningThe Handbook of Blended Learning (descrição do conteúdo)

 

Parte I
INTRODUÇÃO AO BLENDED LEARNING

À medida que o Blended Learning emerge como talvez o mais proeminente mecanismo de distribuição da educação superior e da educação no mundo dos negócios, na esfera governamental e na militar, é vital defini-lo, bem como explicar onde ele é útil e porque é importante. Esta parte, com capítulos de Charles R. Graham, Elliott Masie, Jennifer Hofmann e Ellen D. Wagner, faz justamente isto. Estes autores discutem os elementos que são importantes levar em consideração no Blended Learning enquanto também tocam em algumas das questões e tendências emergentes.

No Capítulo 1 (Sistemas de Blended Learning: Definição, Tendências Atuais e Direções Futuras), Charles R. Graham descreve a emergência histórica do Blended Learning como a convergência entre ambientes de aprendizagem face-a-face tradicionais e ambientes de aprendizagem mediados por computador (ou "distribuídos"). Ele discute 4 dimensões críticas das interações que acontecem tanto nestes ambientes (espaço, tempo, fidelidade e humanidade) e apresenta uma definição para sistemas de Blended Learning. Este capítulo também trata de tendências atuais tanto na educação corporativa quanto na superior, incluindo combinações que focalizam a abertura de acesso e a flexibilidade, melhorando as práticas atuais de ensino e aprendizagem e transformando a maneira como os indivíduos aprendem. O capítulo termina com 6 importantes questões relevantes para o projeto de sistemas de Blended Learning, seguidas de algumas orientações para o futuro.

No Capítulo 2 (O Imperativo do Blended Learning), Elliott Masie apresenta uma breve e provocativa perspectiva do Blended Learning. O tema central do seu capítulo é: toda boa aprendizagem é resultado de uma combinação de ingredientes. Na era pré-digital, combinações de diferentes contextos de aprendizagem eram usadas. De modo similar, ambientes de aprendizagem cada vez mais incorporarão "elementos e-" em variados contextos educacionais. Masie esboça razões convincentes que explicam porque a mistura (blending) tem sido e continuará  a ser tão popular.

No Capítulo 3 (Por Que o Blended Learning Ainda Não Cumpriu Suas Promessas: respostas para aquelas questões que não o deixam dormir), Jenifer Hoffman trata de muitos dos desafios típicos enfrentados por aqueles que tentam implementar soluções do tipo blended. Ela observa alguns dos erros comuns que projetistas cometem: imaginar que levará menos tempo refazer um programa do que seria projetá-lo a partir do zero, colocar muito mais ênfase nos componentes "vivos" das situações de ensino e aprendizagem, e imaginar que facilitadores tradicionais sejam a melhor escolha para administrar uma versão blended de um curso. Uma ênfase é dada à importância de capacitar tanto a equipe de planejamento quanto os instrutores. Adicionalmente, ela esboça um exemplo de um curso do tipo "intrua o instrutor".

No Capítulo 4 (Sobre o Planejamento de Experiências de Interação para a Próxima Geração de Blended Learning), Ellen Wagner compartilha conosco sua visão para a próxima geração de Blended Learning. Ela trata do impacto que dispositivos móveis e pessoais podem ter sobre modelos emergentes de Blended Learning e sugere que estratégias de interação oferecem um meio útil para o aperfeiçoamento da individualização, personalização e relevância. Discute modelos atuais de interação e compartilha 11 maneiras pelas quais a interação pode ser usada para focalizar resultados de performance.

 

PARTE II
MODELOS E PERSPECTIVAS DE BLENDED LEARNING CORPORATIVO
 
Os capítulos na Parte II abordam modelos e quadros de referência de Blended Learning de seis grandes corporações: IBM, Sun, Microsoft, Avaya, Cisco e Oracle. Muitos destes modelos possuem algumas coisas em comum, como a avaliação dos alunos, as escolhas entre o estudo independente e os caminhos facilitados de aprendizagem, o desenvolvimento de comunidades de interesse e comunidades de aprendizagem, e a alternância e variação de mecanismos de distribuição. Além disto, cada modelo oferece percepções sobre a estrutura de um curso online, economia de custos e eficiência de distribuição da aprendizagem, como também apoio para esforços organizacionais em gestão do conhecimento. São modelos inclusivos que vão além de um único foco ou dimensão para considerar toda uma ecologia da aprendizagem. como observado no Capítulo 6. Por fim, embutidas em alguns destes capítulos estão parcerias e oportunidades de crescimento para o Blended Learning.

No Capítulo 5 (Combinando Aprendizagem para o Impacto sobre Negócios: o caso de sucesso da IBM), Nancy J. Lewis e Peter Z. Orton compartilham o modelo de aprendizagem de Blended Learning da IBM que consiste de (1) apoio de performance para informação e just-in-time, (2) aprendizagem online interativa, (3) colaboração online e (4) salas de laboratórios de aprendizagem.  Cada elemento do modelo atende necessidades de aprendizagem ou performance específicas. O capítulo então descreve como o modelo é implementado num programa de 1 ano, o Basic Blue for Managers. Na primeira fase deste programa, novos gerentes participam de 48h de aprendizagem, no ritmo próprio de cada um, nas primeiras 26 semanas do curso. Durante este tempo, eles também recebem suporte e acompanhamento para a escolha dos seus caminhos de aprendizagem e para concluir algumas atividades no local de trabalho. A Fase 2 do programa consiste de um laboratório de 5 dias em sala de aula focalizando aprendizagem experimental e de alto nível. Na terceira e última fase do programa, os gerentes criam um plano individualizado de desenvolvimento para as 25 semanas restantes de aprendizagem online. A terceira fase também enfatiza acompanhamento em duplas e transferência de conhecimento para o local de trabalho. Depois de descreverem o modelo da IBM e o programa onde este modelo foi implantado, os atuores compartilham sua estratégia para avaliar a eficácia do programa, que prevê um retorno do investimento da ordem de 47 por um.

No Capítulo 6 (Um Modelo de Ecologia da Aprendizagem da Sun Microsystems), Mike S. Wenger e Chuck Ferguson apresentam um quadro de referência para orientar soluções de Blended Learning desenvolvido na Sun Microsystems. Este modelo foi projetado para superar algumas das limitações inerentes da classificação do ensino baseada em modalidades (por exemplo, sala de aulas versus e-learning). Seu quadro de referências de uma ecologia enfoca 4 meios ou caminhos para experimentar diferentes elementos instrucionais: (1) estudo, (2) prática, (3) ensino e (4) acompanhamento. Estas quatro categorias compôem os quadrantes de uma magriz com 2 dimensões: a primeira dimensão (o eixo x), que vai de um foco na distribuição do conteúdo à experiência e prática, e a segunda dimensão (o eixo y), variando da auto-navegação à navegação guiada. Elementos instrucionais específicos para cada categoria são expostos. Uma segunda evolução da matriz da ecologia da aprendizagem é também articulada, incorporando o conceito de gestão do conhecimento. Esta matriz da ecologia do conhecimento muda as dimensões ao longo do eixo x para a coleta de conteúdo (conhecimento explícito) numa extremidade e a conexão entre pessoas (conhecimento tácito) na outra.

Capítulo 7 (Pondo Consumidores em Primeiro Lugar na Microsoft: Combinando Capacidades de Aprendizagem com Necessidades dos Consumidores), de Lutz Ziob e Bob Mosher, esboça uma estratégia e vários casos da aborgadem à aprendizagem da Microsoft para o Blended Learning. Os autores enfatizam que um dos condutores para o Blended Learning é a habilidade para fornecer soluções aos problemas dos consumidores, ao invés de apenas treinar, e isto requer uma abordagem altamente flexível. Três principais formas de aprendizagem a serem combinadas são esboçadas: (1) ao vivo, (2) treinamento guiado pelo instrutor e (3) aprendizagem no ritmo próprio do aluno, assim como as ferramentas para apoio a comunidades de aprendizagem, tal como a aprendizagem entre pares. Três casos diferentes são descritos envolvendo descobertas de soluções de aprendizagem para o Estado do Wisconsin, uma cadeia de fornecedores nas Filipinas e na Microsoft da Argentina. Nos 3 casos soluções blended foram introduzidas e resultaram em economia de tempo e de custos para os consumidores.

O Capítulo 8 (Transformação de Habilidades de Vendas através da Gestão do Conhecimento e do Blended Learning), de Alan G. Chute, J. O. David Williams e Burton W. Hancock, assinala dois casos de implantação de Blended Learning na Avaya. No primeiro caso, Avaya melhorou o valor e o uso de estoques de conhecimento disponíveis através dos sistema de gestão do conhecimento da companhia ao começarem uma série semanal de teleconferência de áudio via Internet. Neste programa, o compartilhamento vivo do conhecimento foi enfatizado enquanto autores assinalavam estoques de conhecimento no sistema e interagiam com os espectadores sobre estes estoques. No segundo caso, a Avaya desenvolveu um programa de treinamento que durou dois meses e meio e resultou num aumento de 36,3 mlhões de dólares nos lucros nos primeiros seis meses do programa. O treinamento envolveu antigas teleconferências e módulos de treinamento online seguidos por seminários presenciais de 2 semanas e mentoria enquanto os participantes tentavam incorporar o que aprenderam a suas práticas de negócios.

O Capítulo 9 (A Cisco Networking Academy: um modelo para o estudo do sucesso do aluno num ambiente de Blended Learning), de Alan Dennis, Barbara Bichelmeyer e seus colegas na Universidade de Indiana, trata do Blended Learning na Cisco Systems. Esta equipe de pesquisa esboça a abordagem blended usada na Cisco Networking Academy (CNA), um programa global em todos os 50 estados  e mais de 150 países ao redor do mundo. O programa CNA foi projetado para fornecer conhecimento técnico e treinamento para a indústria da TI. Os autores apontam várias dimensões críticas nas quais comparar ensino online e presencial, incluindo sincronia versus assincronia, consistência versus variação de conteúdo, e padronização versus individualização de atividades de aprendizagem. A abordagem blended usada pela CNA em seus cursos é baseada em (1) desenvolvimento centralizado de conteúdo, (2) distribuição de conteúdo online, (3) implementação local (e individualização) do ensino e (4) avaliação padronizada da aprendizagem.

O Capítulo 10 (Misturar ou não Misturar: um olhar sobre o desenvolvimento de comunidade através de estratégias de aprendizagem blended), de Kirsten S. Hanson e Frances A. Clem apresenta experiências da Oracle com abordagens blended na formação de lideranças. Gerentes tiveram oportunidade de participar numa trilha de liderança que foi totalmente guiada por um instrutor ou uma trilha que adotou uma abordagem blended learning através da adoção de atividades virtuais síncronas e assíncronas antes e depois das sessões presenciais. Pesquisas preliminares conduzidas com os participantes encontraram níveis similares de retenção de conteúdo entre um e outro grupo mas descobriu elevandos níveis de benefícios percebidos pelos participantes e um sentimento de comunidade mais intenso entre os participantes do grupo de blended learning.  Questões adicionais de interesse relativo ao desenvolvimento de comunidade foram lançadas para investigação futura, tais como o uso predominante da comunidade por parte do aluno para atividades orientadas em lugar de motivações sociais e a colocação de altos níveis de importância  nos elementos de "alto toque" (high touch) do treinamento.

 
PARTE III
PERSPECTIVAS E MODELOS DE BLENDED LEARNING NO ENSINO SUPERIOR

Exemplos, histórias e modelos de Blended Learning são tão importantes e enriquecedores no enino superior quanto o são na educação corporativa. A parte III contém modelos de educação superior em forma de Blended Learning de universidades na Nova Zelândia e País de Gales, assim como mais dois nos EUA. Além disto, representantes de um sistema de gerenciamento de cursos bem popular, o WebCT, fornecem exemplos de como alguns dos seus clientes estão combinando ambientes de aprendizagem online com o ensino presencial. Estas 5 perspectivas ou modelos devem oferecer apoio para o planejamento estratégico, o treinamento e a avaliação relacionada com o Blended Learning. Talvez mais importante ainda, instituições de ensino e universidades devem tentar comparar suas soluções caseiras de blended learning com um ou mais modelos apresentados aqui.

No Capítulo 11 (Perspectivas Globais de Blended Learning: descobertas do WebCT e seus clientes no ensino superior), Barbara Ross e Karen Gage delineiam três tipos ou "sabores" de mistura que elas extrapolaram a partir de tendências observadas numa ampla gama de usuários do WebCT. O primeiro são cursos tecnologicamente aperfeiçoados onde a tecnologia é usada como um complemento para práticas tradicionais. O segundo são cursos com reduzido componente presencial, que sbstitutem alguns dos momentos expositivos presenciais com atividades mediadas por computador. E o terceiro são pgrogramas mistos nos quais os alunos podem escolhar entre uma combinação de cursos presenciais e cursos totalmente online. Exemplos de cada um destes casos são apresentados. Alguns benefícios de combinação são apresentados, tais como a expansão do acesso, a melhoria da qualidade, o atendimento às aspirações dos alunos pelo uso  de tecnologia em educação e um maior volume de descobertas e de acompanhamento do progresso dos alunos. Por fim, várias estratégias institucionais para a implantação do Blenade Learning são compartilhadas junto com casos exemplares de adoção de tecnologia em nível institucional assim como de colaboração multi-institucional. Ross e Gage sentem que a tendência em direção à cominação de modalidades é tão dominante que eventualmente não mais perguntaremos se instituições vão ou não combinar, mas sim como elas combinam.

O Capítulo 12 (Exemplos de Blended Learning da Nova Zelância), de Noeline Wright, Ross Dewstow, Sue Tappenden e Mark Topping, destaca três categorias de combinação vistas na Universidade de Waikato, na Nova Zelândia. Ele detalha a história  do Blended Learning em nível institucional e então discute combinações tanto em nível de curso quanto de programas. Quatro categorias de combinações são esboçadas: totalmente, principalmente, eventualmente e apoiada online. Estas quatro são esboçadas e três estudos de caso são fornecidos. A primeira combinação refere-se ao programa de graduação em Direito, que e´ principalmente online, onde apenas 15% do tempo de aprendizagem envolve contato face-a-face, com o restante do tempo aplicado em interação tanto com material de estudo quanto com pessoas por meio de foruns de discussão assíncronos. O segundo estudo de caso, também classificado como principalmente online, é de um programa de licenciatura de professores. Neste caso professores ensinam um dia por semana em suas escolas rurais e participam à distância nos aspectos mais teóricos da aprendizagem. São obrigados a participar uma vez por ano de três semanas presenciais no campus. O último caso é de um programa de pós-graduação para o ensino secundário, classificado como eventualmente online. Este programa de um ano foi conduzido na maior parte presencialmente, com alguns componentes online relacionados com treinamento guiado pelo instrutor e contato online com pares durante seu estágio prático. Por fim, o capítulo explora algumas estratégias básicas de apoio ao Blended Learning.

No Capítulo 13 (E-College Wales: um estudo de caso de Blended Learning) Norah Jones revisa a literatura de pesquisa que indica que a combinação pode melhorar a aprendizagem e também mostra o quão amplamente soluções de Blended Learning estão sendo adotadas e discutidas. Ela reconhece que podemos estar atrás da curva em termos de quantidade de pesquisa realizada desde então sobre ambientes Blended Learning. Ela prossegue com uma observação cautelosa de que pessoas estão usando muitas formas de definição de Blended Learning, o que torna difícil entender o que está sendo efetivamente feito e pesquisado. Então ela compartilha o continuum tecnológico que tem sido usado na Universidade de Glamorgan, no País de Gales. Este continuum inclui um estágio de uso básico de tecnologia da informação e da comunicação (com PowerPoint, Word), um estágio "e-aperfeiçoado" (com uso de ambientes virtuais de aprendizagem ou sistemas de gerenciamento de cursos para produtividade e comunicação), um estágio "e-focado" (com uso de discussão online, material didático interativo e avaliação online) e um estágio "e-intensivo" (com cursos predominantemente online e um mínimo de tempo dedicado a encontros presenciais). Ela compartilha um estudo de caso no qual um currículo foi desenvolvido e distribuído a distância e os alunos foram solicitaram experiências mistas presenciais e online. Em resposta, a Universidade de Glamorgan entrou num processo de incorporação de mais contato face-a-face para a socialização dos alunos.

No Capítulo 14 (Blended Learning entra na corrente principal), Chuck Dziuban e seus colegas da Universidade da Florida Central (UCF), uma institução conhecida pelo bem planejado treinamento na área de ensino online e inovação em Blended Learning, descreve o aumento dramático da demanda por cursos mistos que eles testemunharam e encorajaram. Cursos do tipo blended na UCF cresceram de 8 cursos com 125 alunos em 1997 para 508 cursos com 13.600 alunos em 2003-2004. A abordagem da UCF ao Blended Learning substitui alguns momentos face-a-face com atividades online. Os potenciais benefícios esboçados no capítulo variam da melhoria da eficácia e da satisfação do ensino à redução de custo com infra-estrutura física. Na UCF, a redução de custo devida à eficiência de programação de horários não se materializou ainda. Medidas dos indicadores de sucesso em três anos (como o número de notas finais entre A e C e índices de evasão) mostraram que a abordagem blended em sua totalidade é levemente melhor que a exclusivamente face-a-face e a exclusivamente online. O capítulo também fornece dados sobre satisfação do aluno com cursos blended bem como informações sobre quantidade e qualidade da interação entre alunos nos cursos.

No Capítulo 15 (Experiências Integradas de Campo na Educação de Professores Online: uma mistura natural?), Thomas Reynolds e Cathleen Greiner descrevem programas online da Universidade Nacional com alguma ênfase no rapidamente crescente programa de educação online do professor. Este programa não possui nenhuma obrigação de encontro presencial. Ao contrário, interação com professores e alunos são conduzidas através do uso de discussão assíncrona e outras ferramentas em ambientes mediados por computador, embora a experiência seja geralmente menos colaborativa que a experiência tradicional face-a-face. Para tornar-se um professor certificado na Universidade Nacional da California, os alunos devem ter bárias experiências de campo em escolas. A mistura neste programa totalmente online ocorre enquanto os professores-estagiários participam de experiências de campo face-a-face em escolas nas imediações de onde residem. Estas experiências de campo são coordenadas por um coordenador estadual e coodenadores locais da Universidade Nacional.

 
PARTE IV
PERSPECTIVAS PARA UNIVERSIDADES ONLINE PRIVADAS

As universidades privadas tem recebido grande atenção mais recentemente. Há muita controvérsia acerca da emergência das universidades com fins lucrativos, especialmente aquelas que trabalham com ambientes online. Os capítulos da parte IV foram escritos por executivos de alto nível de três universidades privadas muito conhecidas: a Universidade de Phoenix, a Capella University e a Jones International University. Os três fazem previsões interessantes sobre onde o Blended Learning pode desempenhar um papel significativo nos empreendimentos com fins lucrativos no ensino superior.

Brian Lindquist, deão do College of Graduate Business and Management e vice-presidente associado de assuntos acadêmicos da Universidade de Phoenix (UoP), discute três modos de aprendizagem que a UoP fornece aos alunos: presencial tradicional, totalmente online e blended. Todos os cursos na UoP duram 5 semanas. Cursos blended surgem em dois "sabores" para atender as necessidades de alunos locais e alunos mais distantes. Para a opção local, alunos assistem uma sessão presencial de 4h na primeira e na quinta semana, enquanto as semanas intermediárias são totalmente online. Para a opção mais a distância, os alunos assistem uma sessão de 2h no início e outra no fim, com as semanas de 1 a 4 sendo totalmente online (a primeira sessão pretende ser imediatamente depois da sessão final do curso anterior, de modo a exigir apenas uma viagem). A UoP tem visto praticamente dobrar o número de matrículas na modalidade blended a cada ano desde sua implantação em 2000; no entanto, esta opção ainda contabiliza cerca de 4% das matrículas. Pré-requisitos são os memos para cursos dados em cada modalidade. Todavia, sente-se que as porções online favorecem o pensamento reflexivo nos alunos, enquanto que as porções face-a-face favorecem a socialização e as habilidades de apresentação de projetos. No capítulo 16 (Blended Learning na Universidade de Phoenix), Lindquist também discute os esforços que a UoP desenvolve para treinar o corpo docente nas habilidades exigidas para facilitar tanto o ensino online quanto o presencial tradicional.

O Capítulo 17 (Uma Perspectiva Diferente do Blended Learning: Confirmando a eficácia da aprendizagem online na Capella University) descreve a abordagem da Capella University para o Blended Learning e o ensino online. Michael Offerman e Christopher Tassava observam que Capela oferece oportunidades totalmente online para alunos adultos. Alunos matriculados em programas de mestrado e de doutorado em Capella possuem exigências de residência, que são o máximo de mistura face-a-face que acontecem nesta universidade. As exigências de residência  para alunos de pós-graduação em Capella preenche um amplo papel social na facilitação da comunidade, seleção de um orientador e expectativas de compreensão. Capella segue a orientação oposta das universidades tradicionais. Em lugar de se perguntarem como pode complementar o ensino presencial, eles começam com o pressuposto de que a maior parte do ensino pode acontecer online, e assim o presencial torna-se um complemento da experiência de aprendizagem online. Com efeito, este capítulo questiona os pessupostos de que o modelo tradicional ou um modelo blended que ainda tem raízes no modelo tradicional de ensino seja mais eficaz que um modelo totalmente online para alunos adultos mais autônomos que tendem a escolher e mesmo precisam da Capella University.

No Capítulo 18 (Blended Learning torna-se Totalmente Virtual por Planejamento: o caso de uma universidade online com fins lucrativos), Pamela Pease, ex-presidente da Jones International University (JIU) documenta o nascimento e a história da JIU e muitas das decisões que ajudaram esta organização a desenvolver um modelo totalmente virtual de ensino superior. O modelo exclusivamente virtual da JIU é detalhado e comparado com modelos de universidades com fins lucrativos que misturam ensino presencial com ensino online. Muitas questões e desafios enfrentados pelas instituições exclusivamente virtuais são discutidas, tais como a disputa qualidade versus custo, híbrido versus virtual e sem fins lucrativos versus com fins lucrativos.

 

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