Não
é de hoje que se diz que é preciso estudar sempre. É
necessário que os profissionais, sejam quais forem as
suas áreas de atuação, estejam em contínuo processo de
desenvolvimento e aprendizado. Esta realidade tem feito
profissionais já estabelecidos no mercado de trabalho
retornarem aos bancos escolares, para fazerem MBA's e
cursos de especialização. Refletir, repensar e trocar
experiências com outras pessoas igualmente envolvidas no
mundo produtivo tornou-se compulsório.
Mas
nem todas as pessoas têm oportunidade de tempo e condições
financeiras para estes cursos, que em geral são caros e
demandam o deslocamento do profissional, freqüentemente,
para outros países, e quando não, para outros estados. Há
profissionais que estão em um momento tal de suas vidas
que a retirada do "front" de trabalho neste
instante não seria estratégica. As razões são várias:
dificilmente conseguiriam retornar para ocupar a mesma
posição depois do período de estudos, não têm
reservas financeiras para bancarem tal afastamento, não
contam com um projeto de estímulo à educação
continuada em suas empresas. É para esses profissionais,
inclusive, que o modelo corporativo de EaD (Ensino a Distância)
parece-me especialmente apropriado.
Disse
"inclusive" porque EaD não é uma forma de
estudar para quem não tem tempo ou dinheiro. Quem não
tem tempo para estudar e não tem recursos para financiar
este estudo, nem conta com quem possa fazê-lo,
simplesmente não pode estudar. É urgente que desfaçamos
o engano de que é possível fazer bons cursos, ter bons
professores e ter um crescimento profissional real sem
investimento. Isso não é possível, e acredito que nunca
foi nem nunca será.
Mas
voltando à questão da utilização do Ensino a Distância
no ambiente corporativo, devo afirmar que esta tem sido
uma tendência dos nossos dias.
Primeiro foram as grandes universidades do mundo que começaram
a utilizar com seus alunos de MBA, já na década de 80,
meios como apostilas, fitas de vídeo e áudio, para
instruírem aqueles com maior dificuldade de deslocamento.
Com o advento da Internet parece que todos esses recursos
encontraram um só caminho para ligarem alunos,
professores e a própria instituição de ensino. Isso com
a facilidade de que a comunicação pode ser feita não
apenas de um para muitos, mas de forma completamente
interativa, constituindo uma verdadeira comunidade de
aprendizado.
Mais recentemente as empresas de grande porte como a Accor
Brasil, BankBoston, DataSul e Visa perceberam o potencial
e a necessidade de manter suas estrelas dentro de suas próprias
portas e criaram as Universidades Corporativas. Elas, nada
mais são, que a criação, intra murus, de comunidades de
aprendizado colaborativo, que oferecem a oportunidade aos
funcionários da empresa de trocarem suas experiências e
aprenderem com especialistas convidados. E nenhum canal se
mostrou mais eficaz para isso que a Internet, com seus
recursos multimídia e infindas possibilidades de interação.
Se
a escola entrou na empresa, e não mais para alfabetizar,
é preciso também que a pedagogia faça o mesmo. Não há
formação, crescimento e transformação sem educação,
e o ensino corporativo não é exceção à regra. É
preciso formar educadores capazes de dimensionar modelos e
estratégias próprias para a implantação de sistemas de
educação continuada através do EaD dentro das empresas,
sob risco de despendermos inutilmente esforços, tempo e
recursos.
A
Aquifolium
é uma empresa, entre outras, que tem se dedicado a
preparar esses educadores para agirem dentro de
universidades, escolas, corporações e iniciativas
independentes.
Já passaram por nossos cursos, eventos e palestras mais
de mil alunos, os quais estão engajados em um mercado de
trabalho crescente e exigente. Acredito que muitas
empresas que já possuem toda uma estrutura de comunicação
interna através da Internet, poderiam usar os
equipamentos e o pessoal treinado, sob a supervisão e
orientação de educadores, para desenvolver seus próprios
cursos de aperfeiçoamento profissional. Para implementá-los
não precisa ser rico, basta ser grande.
* O autor é professor da Escola Superior de Marketing do
Recife, da Universidade de Pernambuco e membro da Equipe
Pedagógica da Aquifolium Educacional.
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