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O ENSINO A DISTÂNCIA NO AMBIENTE CORPORATIVO, UMA FERRAMENTA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA
Martorelli Dantas

Não é de hoje que se diz que é preciso estudar sempre. É necessário que os profissionais, sejam quais forem as suas áreas de atuação, estejam em contínuo processo de desenvolvimento e aprendizado. Esta realidade tem feito profissionais já estabelecidos no mercado de trabalho retornarem aos bancos escolares, para fazerem MBA's e cursos de especialização. Refletir, repensar e trocar experiências com outras pessoas igualmente envolvidas no mundo produtivo tornou-se compulsório.

Mas nem todas as pessoas têm oportunidade de tempo e condições financeiras para estes cursos, que em geral são caros e demandam o deslocamento do profissional, freqüentemente, para outros países, e quando não, para outros estados. Há profissionais que estão em um momento tal de suas vidas que a retirada do "front" de trabalho neste instante não seria estratégica. As razões são várias: dificilmente conseguiriam retornar para ocupar a mesma posição depois do período de estudos, não têm reservas financeiras para bancarem tal afastamento, não contam com um projeto de estímulo à educação continuada em suas empresas. É para esses profissionais, inclusive, que o modelo corporativo de EaD (Ensino a Distância) parece-me especialmente apropriado.

Disse "inclusive" porque EaD não é uma forma de estudar para quem não tem tempo ou dinheiro. Quem não tem tempo para estudar e não tem recursos para financiar este estudo, nem conta com quem possa fazê-lo, simplesmente não pode estudar. É urgente que desfaçamos o engano de que é possível fazer bons cursos, ter bons professores e ter um crescimento profissional real sem investimento. Isso não é possível, e acredito que nunca foi nem nunca será.

Mas voltando à questão da utilização do Ensino a Distância no ambiente corporativo, devo afirmar que esta tem sido uma tendência dos nossos dias.
Primeiro foram as grandes universidades do mundo que começaram a utilizar com seus alunos de MBA, já na década de 80, meios como apostilas, fitas de vídeo e áudio, para instruírem aqueles com maior dificuldade de deslocamento. Com o advento da Internet parece que todos esses recursos encontraram um só caminho para ligarem alunos, professores e a própria instituição de ensino. Isso com a facilidade de que a comunicação pode ser feita não apenas de um para muitos, mas de forma completamente interativa, constituindo uma verdadeira comunidade de aprendizado.

Mais recentemente as empresas de grande porte como a Accor Brasil, BankBoston, DataSul e Visa perceberam o potencial e a necessidade de manter suas estrelas dentro de suas próprias portas e criaram as Universidades Corporativas. Elas, nada mais são, que a criação, intra murus, de comunidades de aprendizado colaborativo, que oferecem a oportunidade aos funcionários da empresa de trocarem suas experiências e aprenderem com especialistas convidados. E nenhum canal se mostrou mais eficaz para isso que a Internet, com seus recursos multimídia e infindas possibilidades de interação.

Se a escola entrou na empresa, e não mais para alfabetizar, é preciso também que a pedagogia faça o mesmo. Não há formação, crescimento e transformação sem educação, e o ensino corporativo não é exceção à regra. É preciso formar educadores capazes de dimensionar modelos e estratégias próprias para a implantação de sistemas de educação continuada através do EaD dentro das empresas, sob risco de despendermos inutilmente esforços, tempo e recursos.

A Aquifolium é uma empresa, entre outras, que tem se dedicado a preparar esses educadores para agirem dentro de universidades, escolas, corporações e iniciativas independentes.
Já passaram por nossos cursos, eventos e palestras mais de mil alunos, os quais estão engajados em um mercado de trabalho crescente e exigente. Acredito que muitas empresas que já possuem toda uma estrutura de comunicação interna através da Internet, poderiam usar os equipamentos e o pessoal treinado, sob a supervisão e orientação de educadores, para desenvolver seus próprios cursos de aperfeiçoamento profissional. Para implementá-los não precisa ser rico, basta ser grande.

* O autor é professor da Escola Superior de Marketing do Recife, da Universidade de Pernambuco e membro da Equipe Pedagógica da Aquifolium Educacional.



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